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Taoismo E Campos de Forca Na Poesia de Haroldo de Campos: Um Investigacao Sobre O Indizivel E a Fenomenologia Na Literatura

  10/02/2012       papacha      0 Comments

by Ernesto De Souza Pachito

Category: Instruction

  • Type: Paperback
  • Pages: 262 pages
  • ISBN: none
  • ASIN: 9781470081072
  • Edition Language: English

Este nao e um trabalho de Literatura Comparada, no sentido em que, aqui, nao nos deteremos na riquissima intertextualidade haroldiana. Esta nao e a personagem principal de nosso enfoque, ficaremos apenas naquelas partes de tal trama que sao essenciais para o nosso objetivo, qual seja, tracarmos uma correlacao entre Logica, Ontologia e texto literario no poema de Haroldo de Campos Poemandala, de meados da decada de 70 do seculo XX. Tambem nao e um estudo formal intensivo sobre a estrutura da imagem interna suscitada pelo poema, no que tange a psicologia do leitor. Igualmente nao e um estudo de caracteristicas isomorficas comuns ao texto e a pecas de arte visual realizadas, seria um tanto ingenuo de nossa parte acreditarmos, sem uma aprofunda analise, que a imaginacao tem suas producoes estruturadas de forma identica a maneira como se configuram criacoes plasticas visuais externas. A imagem aqui serve como ponto de apoio para a teoria que afirma sua imprescindibilidade para a formacao de proposicoes (modo declarativo da logica aristotelica), determinacao essa que estendemos as enunciacoes analogicas que, como metaforas que sao, estao plenas de iconicidade. No primeiro capitulo expusemos as condicoes gerais que levaram a revolucao mallarmaica - um pouco de intertextualidade - numa epoca em que a razao esclarecida, ou sua validade junto as vanguardas, estava iniciando sua trajetoria de descredito. Nessa epoca, o fenomeno urbano parece-nos ter se caracterizado como matriz da justaposicao formal utilizada pelas vanguardas em estudo - o Ideograma mallarmaico-fenollosiano - nao numa relacao unidirecional de influencia ambiental, mas num processo dialetico em que a nova percepcao do ambiente urbano poderia ter sido escolhida politicamente como ready-made da forma, paradigma-trapo para a reconstrucao de uma enunciacao poetica ligada a uma nova possibilidade de Experiencia (Erfahrung, para usarmos um termo de Walter Benjamin). Em tal secao tivemos a necessidade de enfrentar o problema de localizar o gancho que nos permitiria abordar a indizibilidade: a falencia do modo apofantico de enunciacao como possibilidade de fazer poetico original, para as esteticas modernistas - a comecar com Baudelaire -, modo este comprometido, ja no seculo XIX, com a Informacao, forma de comunicacao a servico do modo de producao capitalista em sua versao pos-revolucao industrial e destruidora da velha Experiencia da era da narrativa, forma artesanal de relato. Ora, a Experiencia, em nossa concepcao, e indissociavel de uma comunhao ou indiferenciacao de sujeito e mundo objetivo muito propria de visoes monistas de universo - e o Taoismo e uma de tais visoes. A diferenca estanque entre sujeito e objeto, como se sabe, e um ingrediente necessario a constituicao de formas reducionistas de ciencia como foi o cartesianismo e o modelo newtoniano, ambos sendo bracos fortes, ou antes, fundamentos, da reviravolta tecnologica que esta na base da Revolucao Industrial e, sem ser freudiano, do mal-estar na modernidade de Baudelaire, Daumier e outros que viveram a explosao urbana do seculo XIX. Na segunda secao, analisamos Poemandala, escolhida por motivos obvios - o poema nitidamente taoista de maior folego escrito por Haroldo de Campos - e expusemos as bases da doutrina do Tao-Te King para, num momento posterior, serem alinhavadas com o conceito de Experiencia e o monismo peirceano - afinal de contas nossa linha de pesquisa calca-se na semiotica. O termo Interpretante-esforco e uma juncao da terminologia peirceana com a da Ciencia dos Materiais que e um dominio comum da Fisica e da Engenharia. Nao tivemos medo de utilizar tal analogia, por causa de um certo tecnicismo nela latente, pelas proprias caracteristicas do Estruturalismo-versao-Noigandres, aquele praticado por tal grupo, pelo menos ate a decada de 60, tanto na fa

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